SATÃ EM GORAI, Isaac Bashevis Singer

junho 2, 2009

sata

Hehele em Lublin

“Quando Hehele tinha doze anos, a velha morreu. Durante três dias, ficou deitada num catre no vestíbulo, ofegando na sua agonia. Sua cabeça miúda estava envolta num lenço vermelho, o rosto encarquilhado rígido como o de um cadáver, com o queixo apontado para cima e os olhos abertos e revirados parecendo totalmente brancos.” “Reb Zeidel Ber, seu genro, todo manchado de sangue, entrava às pressas no vestíbulo, de quando em vez, a barba esvoaçando, as pálpebras vermelhas brilhando sob as sobrancelhas peludas. Tirando uma pena de ganso do peito, ele a chegava às narinas da mulher agonizante para ver se ainda respirava, examinava-a com ar de entendido e suspirava: “Ah, bem, é uma história sem fim!””

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