TER E NÃO TER, Ernest Hemingway

dezembro 15, 2009

Ele sempre foi assim comigo e eu fui sempre assim com ele. Dizia-me que nunca tivera mulher alguma como eu e eu sabia que não havia homem como ele. Sabia disso muito bem, mas agora ele está morto.

Bem, está na hora de fazer alguma coisa. Sei que preciso fazer. Quando se teve um homem como aquele e um cubano imundo liquida com ele, não é possível começar assim de repente; porque tudo que havia dentro de mim desapareceu. Não sei o que fazer. Não é o que se passava quando ele estava fora, em suas viagens. Daí, ele sempre voltava, mas agora vou ter que me virar pelo resto de minha vida. E estou gorda, feia e velha, e não o tenho mais aqui para me dizer que não estou.

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