ANTOLOGIA DA POESIA BRITÂNICA CONTEMPORÂNEA, Manuel de Seabra

janeiro 8, 2010

SILÊNCIO

Silêncio: que prazer seria
Consumi-lo, comê-lo como pão.
Nunca há bastante. Agora,
Quando estamos calados, metal
Ainda tine em tremente
Metal; porta que bate; uma criança
Chora; outras vidas nos cercam.

Mas recordai, não há
Silêncio dentro; o ventre
Suspira, ronca, e o que é
Esse bater, essa chamada?
Um tambor bate, um tambor.
Ouve a tua máquina ruidosa,
Que para o silêncio se dirige.

Edward Lucie-Smith

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