Archive for the 'Uncategorized' Category

O ÚLTIMO OLIMPIANO, Rick Riordan

setembro 7, 2012

– Uma corrida até a estrada? – desafiei.

– Você vai perder. – Ela disparou Colina Meio-Sangue abaixo,

e eu arranquei atrás dela.

Dessa vez, não olhei para trás.

ECCE HOMO, Friedrich Nietzsche

maio 4, 2010

PREFÁCIO

Não sou, por exemplo, um espantalho, um monstro moral – sou antes uma natureza contrária à espécie de homens que, até agora, se veneraram como virtuosos. Aqui só para nós, parece-me que isto se ajusta precisamente ao meu orgulho. Sou um discípulo do filósofo Dioniso, prefiro ser um sátiro a ser um santo.

PORQUE SOU TÃO SAGAZ

“Deus”, “imortalidade da alma”, “redenção”, “além”, simples conceitos a que não dediquei nenhuma atenção, também nenhum tempo, nem sequer em criança – talvez eu nunca tenha sido bastante infantil para tal? – Não considero o ateísmo como resultado, menos ainda como acontecimento: em mim decorre do instinto. Sou demasiado curioso, demasiado problemático, demasiado insolente, para me contentar com uma resposta grosseira. Deus é uma resposta grosseira, uma indelicadeza para conosco, pensadores – no fundo, é mesmo apenas uma grosseira proibição: não deveis pensar!…

GENEALOGIA DA MORAL

O cristão foi, até agora, o “ser moral”, uma curiosidade sem igual – e, como “ser moral”, mais absurdo, mais mentiroso, mais vaidoso, mais frívolo, mais prejudicial para si mesmo do que também o poderia sonhar para si mesmo o maior desprezador da humanidade. A moral cristã – a mais maléfica forma da vontade de mentira, a genuína Circe da humanidade: eis o que a corrompeu.  Não é o erro enquanto erro o que neste espectáculo me horroriza, não é a falta milenária de “boa vontade”, de disciplina, de decência, de ousadia no campo espiritual, que se trai nesta sua vitória; é a deficiência de natureza, o fato perfeitamente horrível de a própria contra-natureza receber, enquanto moral, as maiores honras e, como lei, como imperativo categórico, ter ficado a pairar sobre a humanidade!…
Enganar-se a este ponto não como indivíduo, não como povo, mas como humanidade!… Ensinou-se a desprezar os primordiais instin-
tos da vida; inventou-se enganadoramente uma “alma”, um “espírito”, para se desonrar o corpo; ensinou-se a divisar no pressuposto da vida, na sexualidade, algo de impuro; procurou-se na mais profunda necessidade de crescimento, no forte amor de si (– a palavra já em si é insultuosa), o princípio mau; e, pelo contrário, no sinal típico da degenerescência e da contradição dos instintos, no “interesse”, na perda da base de apoio, na “despersonalização” e “no amor ao próximo” (– raiva pelo próximo!), vê-se o mais alto valor, que digo?, o valor em si!…

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